Ryse: Son of Rome – O Cavaleiro de Roma

Fernando 18/01/2014 0
Ryse: Son of Rome – O Cavaleiro de Roma

Aproveitando o embalo do Caio sobre os jogos lançados junto com o Xbox One, essa semana eu terminei o sensacional Ryse: Son of Rome e resolvi falar sobre ele.

A Microsoft fez uma parceria com ninguém menos que a Crytek (Far Cry, Crysis), famosa por sempre lançar jogos mais modernos que o hardware padrão da época, e por acaso jogos com gráficos espetaculares. Desta parceria, fomos agraciados com a história do Soldado/Centurião Marius Titus (na verdade eu achava que era Mário, aquele mesmo), filho de um Senador de Roma e criado para amar e defender sua pátria com a própria vida, caso necessário.

Com a história sendo contada por flashbacks narrados pelo próprio Marius ao Imperador Nero enquanto este o salva durante um ataque dos bárbaros, descobrimos como sua mãe e irmã são assassinadas e como seu pai morre em batalha na busca por justiça, e tudo isso assim que ele retorna ao seu lar após seu treinamento. Com isso, vemos toda a raiva o consumindo e servindo de motivação para sua vingança. O desenrolar da história não chega a ter surpresas, mas consegue prender a atenção durante o jogo, mesmo sem arriscar muito.

Como era de se esperar, um jogo da nova geração feito por uma empresa famosa na arte de impressionar os jogadores com seus belos gráficos, Ryse traz detalhes antes inimagináveis nos consoles “antigos”: por exemplo, expressões faciais muito detalhadas e tecnicamente impecáveis, como as vistas nos famosos interrogatórios de L.A. Noire, só que um milhão de vezes melhor. Eu joguei a versão nacional, totalmente dublada em português do Brasil, e outra coisa que me impressionou muito foi o fato de praticamente todos os dubladores do jogo serem dubladores profissionais e facilmente reconhecidos (tem até o atual Moe dos Simpsons), além da própria localização do jogo que ficou muito boa (viu Sony?). O único ponto curioso é que eu não sabia que o xingamento mais pesado em Roma era: “Seu porco imundo fedido!”, ou algo muito parecido.

A mecânica do jogo lembra (e muito) a utilizada nos últimos jogos do Batman: um botão defende praticamente qualquer tipo de ataque recebido, um botão bate (nesse caso, passa a faca, digo, espada) e um botão quebra a defesa dos inimigos. Até a inteligência artificial não muito inteligente é parecida. Só que infelizmente, naquela época os soldados romanos não dispunham de um cinto de utilidades com acessórios variados, e o jogo inteiro se resume à combinação desses botões, inovando apenas nas finalizações, que também não chegam a ser tão distintas assim.

A sensação que fica é de que os criadores do jogo quiseram que vislumbrássemos o visual do jogo até os mínimos detalhes, e por isso fizeram a mecânica do jogo mais simples, assim poderíamos jogar, assistir e babar sem medo de ser feliz, e isso, ao menos na minha visão, valeu o sacrifício. Ryse é aquele jogo que você não vai querer jogar outras vezes depois de finalizar, mas é o jogo que você vai colocar no Xbox One toda vez que uma nova visita for na sua casa. Ryse é só uma pequena amostra do que está por vir na nova geração, mas não se resume apenas à uma demo técnica, como muitos chamaram o ZombiU; ele é uma experiência e uma história interessante de se ver, só não é tão interessante assim de participar, ou, como diria um amigo meu: Ryse não é o jogo da nova geração que a gente merece, mas é o jogo que a gente precisa!

Por Fernando Pereira