OZ 026 – Games Especial: Audiogames, o que são?

Ovo Zumbi 20/11/2012 20
OZ 026 – Games Especial: Audiogames, o que são?

Faaaaaaala pessoal…. Hoje nos vamos tratar de um tema muito diferente, os Audiogames!  Jogos que deveriam estar voltados diretamente para criar uma integração entre quem algum tipo de deficiência visual e com quem não tem também, desde que possa ouvir, claro.

Portanto para contarmos um pouco sobre esse assunto  Juliano Lopes, Rogério Passos e Fernando Pereira contam com as partições muito especiais de Alexandre Costa (Magoo) e Thiago Miro do Telhacast.

Aviso: Para apreciar melhor este podcast, use um fone de ouvido, e utilize o mesmo nos 2 ouvidos – sua experiência será mais completa (e fique atento ao final)!

Items comentados neste episódio:

  • Jogos
    • Top Speed – Link
    • Papa Sangre (No momento, fora da App Store) – Link
    • Swamp – Link
    • Shades of Doom – Link
    • Patapon PSP –Video
    • Patapon 2 PSP – Video
    • Conceito de jogo de helicóptero para Kinect no ImagineCup da Microsoft, do ano passado:
  • Outras citações
    • Gravação Binaural – Link1 e Link2 e (em inglês, mais completo)
    • Site (e podcast) citado pelo Thiago Miro, do Victor Caparica – Link

Ciclo de podcasts relacionados ao tema de deficiência visual e acessibilidade:

  1. Para saber mais sobre o lado Comportamental do Deficiente Visual – Nerdcast 256 – Cegos, Nerds e Loucos
  2. Para saber mais sobre o lado Cinéfilo do Deficiente Visual –  RapaduraCast 270 – Cegos e o Cinema 
  3. Para saber mais sobre o lado Podcaster do Deficiente Visual – Telhacast #55 – Arquivo Confidencial: Victor Caparica
  4. Para saber mais sobre o lado Gamer do Deficiente Visual – Parabéns, você está aqui!!
  5. Para conhecer mais o dia a dia de um Deficiente Visual-  Blog e Podcast do Victor Caparica

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  • Jalofe

    Olá gente boa,
    De todos os audio que já ouvi, este sem duvidas foi o mais técnico e mais serio.
    Como um mero mortal e idiota que sou, não sabia que tinha este tipo de jogo, mas sempre achei que as pessoas com deficiências visuais se baseava pelo som como o Magoo explicou. espero que tenha uma continuidade em relação a jogos.
    E falando em leitura de tela, posso acrescentar que esta leitura para Mac OS X, fica a desejar quem precisamos ativar o modulo em português. Mas o IOS é fantástico, e não sabia que teria esta leitura também em jogos. Estarei estudando mais sobre este assunto.
    Embora eu sendo técnico da marca, são poucos e/ou difícil de aparecer cliente com algum problema visual em busca de treinamento. Porque?

    Parabéns e excelente cast.

    • Olá amigo, tudo bem? Bom acabamos não procurando ajuda pois quando compramos um aparelho sempre temos a indicação de alguém e fazemos diversas buscas no Google lendo fóruns, vendo reviews no Youtube, etc. Foi assim que deixei meu Nokia E71 com o Talks, um aplicativo comprado a parte que dá acessibilidade a celulares com Symbian para comprar meu primeiro IPhone, um 3GS o qual foi o primeiro a vir com o VoiceOver, já presente no Mac OSX desde sua primeira versão e posteriormente implementado nos IPods. Acredito que voceesta confundindo o leitor de telas com o Siri, já que o VoiceOver tem uma voz muito boa e em português, ao contrário do nosso assistente pessoal. Mas fique a vontade para me contactar e trocarmos mais informações a respeito. Abraços

    • Faaaaaaaaala Jailton, blz?

      Mesmo o Magoo tendo respondido boa parte do seu comentário no comentário dele, temos a agradecer pelas palavras. A idéia foi mesmo aprofundar no assunto e mostrar como pessoas podem ter dificuldade, mas isso não as torna incapazes, só diferentes.

      Que bom, de resto, que você curtiu a proposta deste episódio, e não pare por aí, vá atrás, complete a experiência. Sempre é bom aprender algo novo (eu aprendi com o Magoo)!

      Grande abraço!

  • Fala galera

    Parabens por esse tema tão importante e tão pouco falado.
    Uma vez eu vi uma peça de teatro, de humor, sobre cinema onde uma das esquetes da peça era sobre cegos num filme de ação. Onde tres atrizes se sentavam numas cadeiras do publico e falavam da dificuldade que tinham em entender o que acontecia entre uma explosão e outra.

    Ja procurei alguns audio games para meu canal do youtube mas infelizmente não achei nada que fosse possivel demonstrar num vídeo.

    Acho que minecraft pode ser jogado sem enxergar, pois cada “mob” (bicho do jogo) tem um som próprio e bem caracteristico, andar em diferentes tipos de bloco tem diferentes sons e até o som da lava é diferente em diferentes tipos de bloco, ou seja, apesar de não ser totalmente acessivel, tem elementos suficientes para a criação de um mapa customizado para cegos.

    Um elemento que poderia incorporar em fps a experiencia dos audiogames são as bombas de flash que deixam o jogador cego por alguns segundos.

    Para quem quiser ter uma experiencia de som melhor, recomendo uma placa de som 3D. Segue link do mercado livre para a placa que eu uso.
    http://lista.mercadolivre.com.br/Placa-De-Som-5.1-Usb-3d-

    Aproveitando, gostaria de recomendar o audio “virtual barber shop” que segue essa mesma linha de experiencia 3D http://www.youtube.com/watch?v=IUDTlvagjJA

    Um abraço

    • Faaaaaaaala Radoc!!

      Valeu, a idéia da peça citada me parece interessante. Este tipo de interação sempre permite que a gente tenha novas visões, amplie os horizontes do que já conhecemos … e coisas assim, para mim, sempre são boas.

      Audiogames realmente são difíceis de demonstrar em vídeo, a experiência deve ser demonstrada em aúdio (ainda que com imagens acompanhando para os “videntes”, vulgo nós, e de preferência com fones de ouvido, para uma melhor experiência.

      Do Minecraft. bom saber, não tinha idéia. Do FPS, idéia interessante tb. A placa de som é importante mesmo, embora alguns fones (ou headsets, como o LX3000) tenham nele mesmo um intermediário que faz uma mini placa que proporciona essa experiência também.

      Do aúdio, vi enquanto pesquisava pro cast, bem legal tb.

      Abração!!

  • Fala galera!
    Agradeço demais a oportunidade de ter divulgado um pouquinho da cultura dos deficientes visuais, que são seres humanos como vocês só que com a capacidade de sobreviver mais tempo a um blackout 😉
    Recomendo a leitura do blog de um amigo http://cotidianocego.blogspot.com que com muito bom humor trata esse temã tão abrangente.
    No demais fico a disposição de todos para trocar idéias e experiências!

    Abraços!

    • Faaaaaaaaala Magoo!

      Nós é que só temos a agradecer pela sua paciência, e pela excelente troca de experiências que foi fazer este cast com sua participação. Tivemos vários problemas com conexão, velocidade da mesma, lags, mas tudo isso só fez com que ficasse melhor, que a edição fosse feita com mais cuidado.

      Boas indicações de site, eu vou ler porque quero ficar mais por dentro.

      Abraços!

  • Antes de mais nada, valeu aos criadores dos Ovos Zumbis por abordarem os audiogames. Segundamente, na verdade, tem um artigo da Microsoft tratando de game accessibility, acessibilidade nos jogos, que mostra que jogo inclusivo seria: com áudio pra cegos, com legenda (ou linguagem de sinais) pra surdos, com comandos de voz pra pessoas com paralisia e, claro, com reconhecimento de expressões pra pessoas com dificuldade na fala ou paralisia maior. Por isso, talvez, que jogo inclusivo tem de ser buscado ativamente, porque uma pessoa que enxerga e ouve nem sempre pode jogar um game se não tiver mobilidade… Bem, eu que fui o doido que jogou Mario mostrando o rítmo da música e a sincronia – já que não era aleatória – pro Magoo. Aliás, no Mario World, naquela fase onde tem a fileira de tartarugas, logo no começo do jogo, você pode pular quatro vezes e, na quarta apertar o botão de pegar a tartaruga, dando um pulinho mínimo na quinta, soltando o casco; se for bem ritmada, a pessoa ganha a vida! Pra quem quer buscar mais sobre audiogames, tem a http://www.audiogames.net que tem informação sobre os jogos citados e mais outros, inclusive um chamado TerraFormers, que une áudio e visual! Ah, e a seqüência do Parappa the Rapper foi o Um Jammer Lammy, que tem uma ovelha guitarrista; também acessível! E uma dica sobre Street Fighter: O Street Fighter Zero 3, do Playstation, jogado com fone, mostra exatamente onde cada personagem tá só pelo som! E falando em som, vai mais jogo de luta? Bloody Roar, Tekken e Punch Out! Todos são jogáveis – o Punch Out trava os controles quando você apanha, indicando que você tem de ir pro lado! E uma dica: tentem procurar por Holophony; é uma caixinha de fósforo maluca feita em mp3! E quanto a deficientes visuais que possam testar produtos, na verdade os desenvolvedores poderiam avisar mais, em mídias freqüentadas por cegos como listas de discussão, que existe o interesse em melhorar a acessibilidade como divulga-se, para apaixonados por carros por exemplo, um modelo novo que vem saindo! Como poder testar algo sem saber da existência? Claro que eu, por exemplo, se testo algo que é dito acessível, mando e-mail para os desenvolvedores com sugestões, dicas e até relatório de experiência mal-sucedida por algum bug, mas para isso, os produtos precisam ser mais difundidos até porque por exemplo: no caso de games, hoje em dia tem no Youtube, vídeos das pessoas com reviews, detonados, etc, então tem como mostrar a que se destina cada jogo. Não precisa necessariamente que o jogo fale, mas por exemplo, emita, como foi enfatizado, sons dos objetos no chão para que você possa saber onde o item está para pegá-lo (como as moscas no Swamp, que indicam cadáveres com munição, armas, etc), ou claro, se o jogo tiver algo que precise ser lido (como banco imobiliário) aí sim tenha uma voz, que pode até ser pré-gravada ou recorrer ao text to speech (texto para fala)! Tem, inclusive, um site chamado All in Play que fez um cassino virtual, com jogo de 21, pôquer e outros de cartas onde podem jogar deficientes visuais ou enxergantes/videntes! Valeu Magoo por avisar do blog e a vocês pela oportunidade de comentar!

    • Faaaaaaaaala André!

      Primeiramente, bem vindo e segundamente, valeu pelas palavras e informações, essa da Microsoft por exemplo, eu desconhecia.

      Do Mário … parabéns! Eu fiquei vidrado com isso, e não só eu, como você deve ter notado, todos os participantes ficaram impressionados com isto, o que para mim prova justamente que nós seres humanos temos uma capacidade de tunar, afinar nossos sentidos de acordo com nossa capacidade, nos fornecendo uma capacidade quase infinita de adaptação, só realmente limitada por nós mesmos.

      Na pesquisa para o cast, fui ao site audiogames.net, muito legal o acervo deles. Da lista de jogos, simplesmente impressionante o quanto podemos descobrir deste tipo de coisa. Luta, corrida, zumbis .. a lista não pára do que dá para fazer e dos já existentes que ainda é possível se valer do som para se adaptar e jogar!

      Da sua opinião de falta de divulgação, concordo. Acredito que como o Magoo expôs bem no cast, como a maioria são desenvolvedores independentes, possivelmente que fazem para si e acabam disponibilizando para os demais, isso acabe fazendo com que não vejam essa necessidade de feedback dos possíveis usuários. Acredito que quanto mais os estúdios grandes abrirem os olhos (sem trocadilhos) para este mercado, eles irão acabar se valendo disto, como a própria Microsoft faz com beta-testers, tanto para jogos como para novos SDK1s do Kinect.

      De mais, valeu mesmo André e espero que você goste do podcast e apareça sempre por aqui.

      Grande abraço!

  • André Mukudai

    Magoo meu amigo só me dá orgulho hein!

    Pior que eu também não tinha conhecimento nenhum sobre o assunto e agora fiquei curioso com vários esquemas que vocês citaram aí.

    Conheci o site através do Magoo no facebook e vou adicionar nos meus feeds para poder ouvir todos relacionados com games.

    Gostei mesmo! Parabéns!

    • Faaaaaaaaaala André!

      Grato pelas palavras, Magoo realmente mandou muito bem, e espero que você goste do cast e esteja sempre por aqui!

      Abraço!

  • Faaaaaaaaaala, galera! Impossível não ligar esse episódio dos OZ com o Telhacast #55, onde foi entrevista o Vitor Caparica. Ambos podcasts mostram pra gente um pouco mais sobre a vida de um deficiente visual. Concordo que há muita desinformação sobre o assunto. Eu, por exemplo, nem imagiava que existia jogos para esse tipo de público, que deveria ser visto pelas empresas como um verdadeiro NICHO de mercado. Parabéns pelo podcast, é um dos melhores que já ouvi sobre o tema!
    P.S. – Ouvi o áudio do jogo no final e, sinceramente? Não consegui entender nada! O que a gente pode perceber que a imersão no game é total, mas para nós sem algum tipo de deficiência, temos que verdadeiramente treinar nosso cérebro para esse tipo de entretenimento.

    • Faaaaaaaaala Randal!

      O mais interessante disso tudo é que fiquei sabendo em cima da hora da gravação, pelo Thiago Miro, que ele tinha gravado com o Vitor Caparica. E no final das contas, como cada um abordou um aspecto diferente, ficou muito interessante ambos. Eu por exemplo ouvi o do Telhacast e adorei também, o Vitor tem uma história de vida muito interessante, e em muitos aspectos parecida com a do Magoo.

      Na verdade, o aúdio final é de um passeio a noite, ele busca demonstrar justamente a sensação se você só ouvisse. Para mim, se for este o caso, como fui cego por quase 6 meses devido a uma operação em ambos os olhos, eu fechei os olhos e me deixei levar, e foi uma experiência bem legal … me peguei até mesmo virando a cabeça para procurar os sons, mas claro, concordo que é mais fácil para quem tem alguma deficiëncia e tem os sentidos mais afiados, a aproveitar este tipo de experiência.

      Abraços!!

  • Randal,

    Pelo que eu entendi, eles planejavam mostrar um áudio do jogo, mas ao invés disso, terminaram mostrando um passeio comum à noite, onde eles passaram perto do que soou como uma fonte de água, etc. Pra conseguir um áudio do Swamp, tente ir na http://www.audiogames.net que é a página de audiogames citada acima por mim, procurar pelo Swamp na lista de jogos onde diz “Select a game and click go!” e ouvir os Audio Reviews desse jogo. Aí vai dar pra entender melhor! Ah, e vou ouvir o Telhacast, que até agora ainda não ouvi; desculpa, Tiago!

    Valeu!

    • André,

      perfeito, isto mesmo!

      Abraço!

  • Olá pessoal dos Ovos Zumbis, tudo bem?

    Primeira vez por aqui e gostei demais do episódio! A forma como vocês trataram o assunto foi muito boa e vou concordar com o que o meu amigo Randal disse acima. Não dá pra não relacionar com o episódio sobre o Caparica que saiu no Telhacast mesmo.
    Achei muito interessante sobre o que foi falado sobre o mercado de acessibilidade, de não ser um mercado muito explorado. É inclusive uma dica de mercado! 🙂
    Relaciono muito a questão de qualquer deficiência com o meu caso. Sou transplantado de fígado, mas graças a Deus, para o meu caso houve uma solução que não deixou sequelas, exceto pelos remédios que tenho que tomar. Acabo relacionando com a minha situação, pois ao invés de um fígado, poderia ser uma outra doença relacionada com a vista ou mobilidade, por exemplo. Não deixo de ser alguém com uma condição especial também. Não sei se as pessoas no geral pensam sobre isso, mas faço esta relação. 🙂

    É isso, muito bom o episódio, parabéns!

    Abraços!

    P.S.: Não sei se foi o fone que eu estava usando, mas também não senti uma imersão muito grande daquele áudio no final. Pode ser por eu estar no escritório no momento. De qualquer forma, vou jogar algum dos games, qualquer hora. 🙂

    • Faaaaaaaaala Gudima!!

      Bem-vindo após a nossa divertida conversa pelo twitter!

      Sim, sim, realmente, é totalmente relacionado ao do Caparica no Telhacast, ao similar no Rapaduracast sobre cinema, e o do Jovem Nerd também, sobre o comportamento e dificuldades de um deficiente audiovisual. Sim, do mercado, é um nicho a ser MUITO explorado, as empresas precisam acordar, e rápido para isto, é um mercado com muitos consumidores em potencial ávidos pela experiência gamer … só querer!

      Na minha opinião ao menos, você está certo, o próprio fato do transplante corrobora o que comentei aí mais para baixo, do fato de podermos nos adaptar. É até interessante pelo fato de que até um tempo atrás, e não é tanto assim, uma pessoa morreria com sua enfermidade, e hoje pode ter uma vida normal. Claro, há os remédios, mas não deixa de ser uma vida normal, o que é ótimo, e mostra que hoje temos mais condições de oferecer modos para diversos tipos de deficiências serem senão 100% corrigidas e sanadas, mas ao menos aliviadas. Isso se transporta aos deficientes visuais também, basta os governos e pessoas se conscientizarem mais a respeito (e não tentarem atravessar eles, hehehe).

      Valeu pelas palavras, espero que você apareça mais por aqui!

      Abraços!

      P.S. do seu P.S.: Sim, para mim o ideal foi como eu fiz, em casa, olhos fechados, só usando o sentido da audição e em um momento que consegui que tudo estivesse em silêncio, proporcionou para mim uma experiência muito interessante!

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